 O povoamento da região de Salir é bastante antigo. Se pouco se conhece da vida dos caçadores paleolíticos, que certamente aí utilizavam como abrigo as cavernas calcárias do Barrocal, já a presença dos pastores e agricultores nómadas do Neolítico se encontra comprovada através de vários vestígios arqueológicos. A cultura megalítica também aqui floresceu sendo conhecidos os restos de dois. Os primeiros habitantes permanentes de Salir terão surgido há 4 ou 5 mil anos atrás, altura em que foi ocupado o actual Cerro do Castelo. A abordagem do litoral Algarvio pelas expedições dos povos mediterrânicos trouoxe até Salir novas tecnologias e materiais (cobre, bronze), associados á pesquisa de minas que abundavam em toda a zona da beira serra.
Por volta do ano 200 a.c.. Os romanos chegam ao Algarve, dominando os Cónios, povo altivo que, sob a influência da civilização vizinha de Tartessos, havia introduzido a comunicação escrita. Da civilização romana existem em Salir, que então se chamaria Esuri, vestígios da actividade agrícula e mineira. Por aqui passavam os itinerários qua ligavam Ossonoba (Faro) a outras cidades da Lusitânia, assumindo Salir um impoprtante papel no contexto do aperfeiçoamento sistema de vias de comunicação romanas. Sobre a permanência em Salir dos Visigodos, povo ariano que invadiu a península ibérica no séc.V, pouco se sabe, mas terão mantido os modelos da civilização romana que conquistaram.
O ano de 713 assinala o ínicio do domínio miçulmano em Salir, com a expedição vitoriosa de Abd alAziz ao sudoeste de reino Visigótoco. Dos 5 séculos de acupação árabe, vários são os vestígios arqueológicos e, sobretudo, culturais que Salir conserva. Para além de achados dispersos (moedas, cerâmica, sepulturas), é no sítio do castelo que se têm realizado as descobertas mais importantes. Os mouros de Salir, então denominada Castelar, eram pastolres de cabras e ovelhas, cultivando ao mesmo tempo, com esmero as férteis terras do vale.
Em 1189, D. Sancho I terá conquistado Salir mas só maeio século depois, em data incerta (1243-1246) D. Paio Peres Correia repões de vez o poder cristão sobre este castelo. Após a Reconquista, a "forte vila de Sellir" perdeu todo o seu valor estratégico militar, arruinando-se o castelo e as muralhas. No entanto no séc XVI era ainda uma das localidades do Concelho de Loulé, produzindo bom gado e fartas searas. O título de Senhor de Salir
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